Review – Hunt: Showdown (PS4)

Os horrores que espreitam nos pântanos

No final de século 19, o território dos Estados Unidos já havia sido todo desbravado. Essa grande extensão de terra, com biomas diferentes, sempre foi cenário para o imaginário de muitas culturas. Um dos lugares mais explorados por histórias de terror são os pântanos da região da Louisiana, onde além da fauna hostil com crocodilos, esse foi local ficou conhecido pela presença da cultura Voodoo, o que enriqueceu o ainda mais o cenário. Aproveitando toda essa mitologia, Hunt: Showdown cria uma experiência multiplayer diferente e busca não apenas incentivar a competitividade, como também deixar os jogadores tensos com os perigos que irão encontrar.

Após um período de beta nos PCs, Hunt: Showdown finalmente teve seu lançamento completo, chegando também para os consoles. A proposta das partidas é bem única: cada jogador é um caçador paranormal que precisa se aventurar em um mapa para encontrar pistas. Nessa investigação, o resultado será uma criatura que precisa ser morta e banida desta realidade. Aquele que fizer isso primeiro, será recompensado com o token de caça, precisando fugir do mapa com ele. Além de enfrentarem ao chefe, os jogadores precisam se preocupar uns com outros e ainda diferentes monstros que habitam o cenário.

 

A primeira coisa que precisa ser dito sobre Hunt: Showdown pode não ser um multiplayer muito convidativo para todos. Apesar de todo o tutorial no início, o game exige uma certa dedicação para conseguir dominar todos os cenários possíveis que podem ocorrer durante a caçada. Mesmo alguns vilões menores dão um certo trabalho para serem eliminados. E, se você não for rápido no gatilho, esses monstros vão te destruir sem a menor chance de ver o chefe da fase. Outra coisa é entender o arsenal disponível. O jogo usa armas antigas, algumas que precisam ser recarregadas a cada tiro e que fazem muito barulho. Por isso, é importante pensar quando será o momento correto para dar um tiro e ainda aprender a acertar sempre na cabeça. Outra coisa é entender bem quais as habilidades que cada personagem tem e como podem ser combinados para tentar tirar o melhor proveito.

O ruim é que a equipe de desenvolvimento não adicionou muito conteúdo além do visto na versão beta. Por isso, as partidas podem acabar ficando rapidamente repetitivas por faltar uma variedade maior de inimigos e chefes a serem vistos durante a aventura. Entre as caças estão um psicopata com cabeça de porco, uma aranha gigante ou espírito assassino. As diferenças entre cada jogo ficam por conta de testar diferentes cenários entre jogar sozinho, em duplas ou em trios.

Hunt: Showdown traz uma proposta única no meio de outros multiplayers mais convencionais e parecidos entre si. Porém, quem quiser realmente tornar-se um exímio caçador precisará de umas boas horas para começar a sair vencedor das arenas. O que seria bom para o jogo nesse momento seria poder experimentar novos cenários ou até mesmo ter novas opções de monstros que precisam ser caçados. Nota: 7/10 zumbis desgraçados cheios de vespas.

Kaio Augusto

Uma pilha gigante de referências. Perdido entre produções orientais e ocidentais, seja nos games, música,literatura, cinema ou quadrinhos. Gasta horas pensando em aventuras de RPG de mesa, teorias malucas ou apenas o que fazer em seguida.