Review – Control

Um jogo que tira a pessoa da realidade no melhor estilo Sam Lake

A Remedy Games sempre foi um estúdio que lançavam jogos com mecânicas diferentes e modos inéditos de se contar uma história, seja em uma narrativa pelo protagonista como Max Payne, uma história escrita e tornada realidade pelo Alan Wake ou até mesmo uma mescla de jogo e seriado de Quantum Break.

Após 3 anos, junto da 505 games, é lançado o jogo Control, que traz um mundo único que põe em xeque o nosso senso de realidade ao cruzar a linha do estranho e inexplicável, um jogo de ação e aventura em terceira pessoa com elementos Metroidvania.

Após uma agência secreta em Nova Iorque ser invadida por uma ameaça de outro mundo denominada “Ruído”, o jogador entra na pele de Jesse Faden, a nova Diretora responsável por retomar o Controle do local.

Utilizando uma arma mutável e poderes sobrenaturais, o jogador terá de usar tudo em seu controle para derrotar os seres corrompidos pelo Ruído. O jogo inteiro se passa dentro do Bureal Federal de Controle (FBC), porém existe total liberdade para explorar o local e conhecer seus segredos. Assim, é perceptível que essa agência tem muito mais do que aparenta.

A a dramaturgia do enredo remete bastante à Alan Wake, com uma narrativa misteriosa e inicialmente confusa, obrigando o jogador a explorar cada canto da agência para vasculhar arquivos, correspondências e vídeos que revelam segredos do local e de coisas que lá habitam. Tanto o jogador quanto a personagem compreendem mais daquele mundo ao avançar cada vez mais na história.

Além do elemento metroidvania – que talvez nao agrade alguns Control também traz pequenas coisas do gênero de RPG, sendo possível equipar melhorias na personagem e sua arma, assim como comprar melhorias nas habilidades sobrenaturais ao “subir de nível” após realizar missões principais ou secundárias, ajudando no combate e sendo crucial quanto mais se avança no jogo.

É possível terminar e entender um pouco do jogo sem dar a mínima para os arquivos e textos encontrados no jogo, no entanto é extremamente recomendável que o jogador preste atenção nestes pequenos detalhes pois enriquece muito a história de Control. Além disso, alguns contêm referências intrigantes de outros títulos de Sam Lake.

Algumas missões secundárias começam a se tornar repetitivas e cansativas por terem de ser cumpridas em locais e com armas específicas, mas recompensa para poder melhorar o personagem. Porém não faz muita diferença, a não ser que o jogador faça questão.

Control é facilmente um dos melhores jogos do ano, algo que muitos não esperavam que fosse. Com um enredo intrigante, gameplay frenético e um universo sobrenatural, o jogo tem muitos elementos que podem atrair a todos os gostos.

Control ja está disponível para PS4, Xbox One e PC na Epic Games Store

NOTA: 9/10 vezes que arrepiei ao notar uma referência

Kaio Augusto

Uma pilha gigante de referências. Perdido entre produções orientais e ocidentais, seja nos games, música,literatura, cinema ou quadrinhos. Gasta horas pensando em aventuras de RPG de mesa, teorias malucas ou apenas o que fazer em seguida.