Review – Anthem

Mais um Action RPG, mas com boas peculiaridades

Após uma Closed Beta complicada, que pareceu mais um stress teste nos servidores, o mais novo IP da EA Games, Anthem está finalmente disponível. Um action RPG semelhante a muitos conhecidos na atualidade, suas semelhanças são claras e remetem muito para os jogadores que passaram por estes outros universos, mas Anthem traz elementos além do tradicional que podem ser bem interessantes e futuramente desenvolvidos para grandes melhorias.

Uma história de trauma e superação

Antigamente, as pessoas que utilizavam os trajes robóticos conhecidos como Lanças eram considerados grandes guerreiros. Após um terrível conflito contra as criaturas do Anthem, muitos morreram e as pessoas ficaram receosas em utilizar e trabalhar com os trajes. Dois anos depois, nosso(a) protagonista é um dos poucos que ainda tem uma armadura Lança e trabalha como freelancer, ou seja, aceita contratos para resolver tarefas do lado de fora para outros e assim conseguir ter o pão de cada dia.

Seu enredo é bem simples e direto, nada que surpreenda tanto também. Trazendo uma ideia de que cada jogador é um freelancer com sua própria Lança no vasto mundo de Anthem é interessante ao invés de todos serem uma espécie de “O Escolhido”, como alguns RPGs tradicionalmente fazem. Alguns personagens são interessantes de se conhecer e podem até atrair um pouco o jogador, mas a grande maioria trazem apenas diálogos jogados parecendo que está só ali pra enriquecer um pouco a cidade.

Voe, explore e sobreviva

O lado de fora da cidade é um local completamente hostil. É necessário ficar de olhos abertos a todo momento e em qualquer lugar que for explorar. Dominado por outras facções e criaturas do Anthem, poucos se arriscam explorar o outro lado do muro. Os cenários são vastos, indo de céus abertos a vegetações densas e subaquáticas, há também algumas vidas animais neutra, que não ataca imediatamente. Interessante é que algumas vezes que o jogador resolve sair para realizar uma missão ou explorar, o mundo sofre alguma condição climática. Variando entre chuva, ventos fortes e até tempestade de raios.

No modo livre é possível observar cada detalhe desse mundo sem pressa ou limite algum. Explorar algumas masmorras a vontade, realizar eventos que surgem de repente e descobrir mais elementos do universo de Anthem, com suas construções antigas, templos, fauna e flora.

Mantenha sua Lança sempre atualizada

Em todo Action RPG, o jogador precisa equipar do bom e do melhor para enfrentar seus inimigos, solo ou com amigos. Em Anthem essa lógica não muda. Primeiro, vem a escolha entre quatro tipos de Lanças diferentes que funcionam como as classes do jogo, Patrulheiro, Colosso, Interceptador e Tempestade. Cada um com seu estilo próprio de jogabilidade, armamentos e habilidades. Após isso, vem os equipamentos, esses variam de metralhadoras de disparos rápidos, lentos, lança granadas, snipers, pistolas, escopetas e muitas outras. O arsenal em Anthem é bem amplo e favorece qualquer estilo de jogador, podendo fazer a combinação que quiser ao equipar armas, as três habilidades da Lança e suas passivas.

Assim como outros RPGs de mesmo estilo, todos os equipamentos tem status de Comum, Incomum e entre outros. Cada um com status distintos e melhores/piores do que outros. Vale mencionar um fator muito positivo de Anthem é o qual o jogador não terá para sempre somente uma Lança, mas ao avançar de Level é possível adquirir novas e trocar sempre que quiser. Diferente de outros do gênero que é necessário jogar a história inteira novamente para utilizar uma nova classe.

Além de tudo isso, é possível também embelezar o traje da maneira que quiser, ao escolher tipo de revestimento, cor, podendo criar cores próprias e quais partes pintar. Para muitos isso será uma diversão a parte, se inspirando em outros personagens, jogos, quadrinhos e afins e mostrar para amigos enquanto desbrava mundo afora.

É preferível trabalhar em equipe

Anthem é um jogo coop de até quatro jogadores, tendo a possibilidade de jogar sozinho, mas o jogo não é tão justo com relação a isso. Sempre que o jogador for sair da cidade, é necessário escolher um nível de dificuldade que vai do Easy até uns mais impossíveis que são desbloqueados ao avançar de Level. Quanto maior a dificuldade melhor os espólios, porém, ao tentar sozinho chega a ser uma tarefa bem sofrida. Forçando o jogador a arranjar uma equipe online, que não é tão difícil e nem demorado, isso é feito automaticamente ao iniciar uma missão, ou chamar os amigos, o que consideravelmente é mais legal.

Um dos poucos problemas que o jogo traz, caso for jogar na dificuldade Média é até possível realizar missões e explorar o mundo, mas daí pra cima, uma equipe completa e com Lanças diferentes e extremamente necessária.

Afinal, vale a pena ao “lançaR”?

Anthem está muito lindo e seus efeitos sonoros impressionam causando uma ótima imersão. Muitas missões parecem ser um tanto quanto repetitivas com mesmo tipos de objetivos, enquanto algumas outras trazem puzzles e elementos inéditos, assim como os eventos durante o modo livre que muitas vezes são iguais, mas valem a pena realizá-los basicamente pelos espólios.

Como dito inicialmente, não foge muito de Actions RPGs já lançados e conhecidos por muitos, mas para os amantes do gênero vale muito a pena conhecer um novo mundo com novos desafios e customizações distintas, assim como poder explorar um mundo onde o próprio limite é sua armadura. Jogue sozinho, com amigos ou desconhecidos na internet, cada canto do vasto mundo de Anthem guardam segredos, itens e muito mais.

Anthem já está disponível para PC, PS4 e Xbox One.

Otto

Um rapaz que fez do hobby um trabalho. Sempre interessado em aprender e conhecer mais. Gamer desde criança e aficionado por Board games. Altas madrugadas jogando e trabalhando incansavelmente.

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