Review – Cult of the Lamb: Woolhaven
O frio inverno chega a Cult of the Lamb: Woolhaven. O jogo desenvolvido pela Massive Monster e publicado pela Devolver Digital recebe sua primeira DLC. Woolhaven introduz novas mecânicas, uma nova divindade, uma nova região e muito mais conteúdo, com lançamento para PC (Steam), PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch.
O início da jornada em Cult of the Lamb: Woolhaven
A DLC começa de onde o jogo base parou, com você em seu culto após finalizar a campanha principal, quando um misterioso totem aparece para acessar a nova região. Após pagar tributos, o jogador é transportado a um caminho nevado e tem o primeiro contato com a nova divindade, Yngya, e com uma série de fantasmas de ovelhas, assim como o protagonista. Descobrimos então que despertamos o inverno e precisamos guiar os fantasmas até essa nova divindade.
Ao retornar à base, encontramos fantasmas e um novo caminho. Ao conduzi-los por essa rota, chegamos a um cemitério abandonado com uma estátua no centro, que parece ser uma cidade destruída. Ao interagir com ela, despertamos definitivamente o inverno, e agora precisamos procurar pelas novas terras os demais fantasmas espalhados, recebendo em troca a “benção” dela. Também é apresentado ao jogador um novo recurso que a divindade pede para ser levado até ela, a fim de ganharmos mais conhecimento sobre o inverno.

Uma nova região
Seguindo uma linha diferente do jogo base, Cult of the Lamb: Woolhaven traz dois cenários distintos: um de neve e outro de podridão. Inicialmente, jogamos no mapa nevado, que conta com novos inimigos, embora o layout dos mapas ainda siga o mesmo padrão. O loop do jogo básico se mantém, completar ciclos para avançar, porém agora com uma progressão dupla: é necessário progredir em um mapa para avançar no outro e vice-versa. Com isso, o jogador acaba coletando recursos únicos de cada região para progredir, um sistema muito bem pensado que evita a necessidade de repetições excessivas.

A grande diferença visual e de inimigos entre os dois mapas torna o loop do jogo mais satisfatório, reduzindo a sensação de repetição maçante após várias jogadas. Outro ponto notável é a trilha sonora, bastante distinta entre os mapas: no de neve, é algo calmo e relaxante; no da podridão, é uma música de combate intensa, mostrando o ambiente hostil.

O jogo base conta com 4 regiões distintas antes do chefe final, enquanto na DLC podemos considerar duas regiões, já que os mapas são tão diferentes. Teoricamente, seria metade do conteúdo, mas na prática é diferente: no jogo padrão, é necessário completar cada região 4 vezes para desbloquear o chefe, enquanto em Cult of the Lamb: Woolhaven são 8 vezes em cada mapa. Isso mostra que, mesmo sendo um conteúdo extra, ele agrega bastante tempo de jogo.
O frio como mecânica e novidades para seu culto
Logo no início é apresentada a principal nova mecânica para a base: o frio. Ele vem em níveis que aumentam conforme o jogador avança na montanha. Quanto mais forte o frio, mais complicado fica manter o culto funcionando, com congelamentos e tempestades que paralisam seus trabalhadores. O contraponto é a fornalha: com recursos coletados tanto na neve quanto na podridão, é possível aquecer a base e repelir a nevasca.
Mas não é só isso que chega à sua moradia. Novas construções também adicionam mais camadas de gestão. A principal delas é o novo sistema de animais, necessário para obter lã a principal moeda de troca tanto para reconstruir a vila quanto para adquirir itens com os NPCs fantasmas. Com ele, é possível desbloquear novas raças de animais para o rancho, novas roupas para o personagem, armas lendárias e itens decorativos.
Entre as novas construções, destacam-se a Work Tent, que permite aos trabalhadores levar itens de um lugar a outro, unindo tarefas de duas estruturas, e o altar de exorcismo, que possibilita alterar características dos membros do culto, removendo traços que afetam negativamente o coletivo.
Nova divindade e novo inimigo
A primeira entidade que conhecemos é Yngya, que revivemos e que nos dá a missão de recuperar os fantasmas das ovelhas perdidas pela montanha. Durante as missões, conhecemos uma segunda figura, Marchosias, que se mostra descontente com nossa presença e nos submete a testes. Esses testes envolvem combates e decisões, como entregar toda a comida da base ou perder um coração de vida por 10 dias.

A princípio, temos a ideia de estarmos ajudando uma divindade em perigo enquanto batalhamos contra um inimigo. No entanto, essa percepção se perde conforme avançamos e vemos a podridão se espalhar, corrompendo tudo inclusive seus seguidores, que assumem uma nova forma e, após 10 dias, morrem e viram cristais na base. No fim, a verdadeira ameaça é a própria podridão, que combatemos para livrar o mundo e nosso culto desse mal.
Como um todo, Cult of the Lamb: Woolhaven é uma ótima adição ao jogo base, trazendo novas mecânicas desafiadoras como o frio, construções que aprofundam o controle sobre os seguidores e seu trabalho, regiões recheadas de inimigos inéditos que oferecem novos desafios e, para os fãs de personalização, inúmeras peças de decoração para montar a base que seu culto merece.
Cult of the Lamb: Woolhaven: Uma ótima adição para o jogo base que traz novos inimigos, mecânicas, bosses e muitos mais. – Paulokopesos

