Review – Jump Force

A Shonen Jump merecia uma homenagem melhor

A Shonen Jump é a responsável pela publicação de diversos títulos que marcaram os leitores. Dragon Ball Z, Naruto, Yu Yu Hakusho, Samurai X, ou seja, só o mais fino material de porradinha que os mangás já tiveram. Em 2018, a revista japonesa completo 50 anos de existência e para comemorar isto a Bandai Namco anunciou o lançamento de Jump Force. O game de luta coloca personagens de séries icônicas da Shonen Jump para saírem na porrada, usando um visual um pouco mais “realista” comparado a jogos atuais.

Assim como outro crossovers de luta, Jump Force se apega no mesmo clichê. Aqui, uma figura maligna deseja destruir todos os universos para criar a sua própria realidade. É então que os heróis dos diversos mundos da Jump precisam se unir para derrotar os “venoms”, figuras controladas mentalmente por Kane, vilão criado por Akira Toriyama de Dragon Ball Z. Ter uma narrativa tão genérica quando o jogo em si traz tantos personagens de diversos mangakás famosos, conhecidos por contar grandes histórias em sua obras, é quase um desserviço ao que a Jump é conhecida.

O problema não está apenas no roteiro desta aventura, mas também no visual escolhido para Jump Force. Toda a tentativa de utilizar gráficos realistas para representar personagens de mangás é bem complexa. Enquanto algumas figuras ficam muito bem com este estilo, como Dio, Ryo Saeba e Kenshiro, outros parecem criaturas saídas dos mais profundos pesadelos como Luffy e o seu sorriso que vai comer a sua alma, e Trunks com a sua assustadora falta de pescoço. Como toda a ação esta na mecânica de luta, as animações tem o minimo de esforço, com muitas vezes os personagens apenas mexendo a boca.

O grande trunfo de Jump Force sem dúvida está no combate, aqui o jogo realmente consegue mostrar como funcionam batalhas em escalas de anime. Poderes grandiosos, combos fluídos e rápidos, além de uma ótima agilidade na movimentação. Alguns personagens tem uma vantagem sobre outros. Por exemplo, invocadores como Yugi e Jotaro acabam vulneráveis por conta da distância que suas invocações ficam. Porém, este equilíbrio faz com que ainda seja divertido experimentar os diferentes golpes e habilidades de cada um.

As lutas online são um pouco complexas de acontecer, por se basearem na sorte. Não que o método de combate não ajude nisto,é mais que os servidores de Jump Force parecem não colaborar muito para a continuidade das lutas. Se a partida não é interrompida na metade, ela é comprometida com uma baixa velocidade, tirando uma das coisas mais divertidas do jogo.

Jump Force não é exatamente o que os fãs esperavam como uma homenagem ao 50 anos da Jump. Talvez o jogo seja apenas uma lembrancinha para esta data, que não faz jus o que era merecido. Mesmo que Jump Force não fosse lançado como marco do aniversário da revista japonesa, ele ainda seria uma decepção para quem esperava um crossover melhor entre os personagens favoritos.

Nota: 4/10 otakus putos

Esta análise foi feita por uma cópia cedida pela Nuuvem, uma plataforma totalmente brasileira que oferece uma forma prática e fácil de comprar games pela internet.

Kaio Augusto

Uma pilha gigante de referências. Perdido entre produções orientais e ocidentais, seja nos games, música,literatura, cinema ou quadrinhos. Gasta horas pensando em aventuras de RPG de mesa, teorias malucas ou apenas o que fazer em seguida.

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