Crítica – Moana: Um Mar de Aventuras

O novo musical da Disney consegue divertir, emocionar e marcar com suas belas músicas

Moana: Um Mar de Aventuras é a mais nova animação musical da Disney. Com uma protagonista feminina, não princesa, e um coadjuvante carismático, Moana acerta em cheio com seus personagens, história e principalmente músicas. Saindo um pouco desse universo de Castelos, Reinos e princesas, a animação traz belos cenários e incríveis efeitos visuais.

Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Em Moana: Um Mar de Aventuras mergulhamos em uma lenda, conhecida pela tribo, do Semideus Maui, cujo um de seus feitos acabou libertando criaturas para fazer o que quiser por todo o oceano. Parte da história foi tirada de uma lenda existente na Nova Zelândia, Taiti e Havaí. Após esse feito, o Semideus desapareceu e nunca mais foi visto. Desde criança Moana cresce querendo desbravar os mares desconhecidos e acabar conhecendo tais lendas, mas seu pai, Chefe Tui não a permite, dizendo que ela precisa ficar na ilha pois se tornará a chefe um dia. A história do filme, em seu começo, lembra um pouco de Valente, quando nos deparamos com uma protagonista feminina que não quer ser uma Chefe/Princesa, e sim seguir o que seu coração manda e o que lhe dá vontade.

Tempo depois nos deparamos com Maui, o famoso semideus com seu complexo de superioridade convencido de todas as suas façanhas. Seu relacionamento com Moana amadurece ao decorrer da viagem quando ambos se deparam em várias enrascadas em que precisam unir forças para superar estes problemas. Além dos dois, existem outros personagens que acabam servindo de suporte e alívio cômico, como a avó de Moana, Tala, o próprio Oceano e o galo Heihei que conseguem arrancar boas risadas. O porquinho de Moana, Pua, consegue trazer uma fofura para as cenas, mas infelizmente não foi muito utilizado, dando um foco maior no Galo Heihei.

Como sempre, as referências existentes no filme são bem engraçadas. As músicas originais são de Lin-Manuel Miranda e são muito bonitas, sem tirar crédito das versões em português que acabam tendo um efeito “chiclete”, fazendo com que você saia do cinema cantarolando. Nenhuma que aparenta ter o mesmo sucesso que Let It Go teve com as crianças, mas é muito cedo para dizer.

Moana: Um Mar de Aventuras traz visuais incríveis que impressionam qualquer pessoa. Suas ilhas tropicais, vegetação e o oceano deixam qualquer um de boca aberta quando bem ambientado com as músicas. Com um enredo bem amarrado e fluído, o filme não decepciona e agrada adultos e crianças, sempre com o bom humor e drama que a Disney traz, por exemplo, o filme traz consigo a mensagem de que devemos correr atrás de nossos sonhos, não nos limitar ao que está em nosso alcance, por exemplo, Moana, mesmo sendo destinada a ser uma princesa, não gosta deste fardo.

Moana: Um Mar de Aventuras estreia dia 5 de Janeiro.

Otto

Um rapaz que fez do hobby um trabalho. Sempre interessado em aprender e conhecer mais. Gamer desde criança e aficionado por Board games. Altas madrugadas jogando e trabalhando incansavelmente.

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