Crítica – IT A Coisa (2017)

Aposta corajosa, o remake de IT, de Stephen King, chega aos cinemas nessa quinta (7) e traz de volta à vida o clássico de 1990

A história acontece nos anos 60 e gira em torno de sete adolescentes que vivem em Derry, uma cidade do Maine que acabam se unindo pela combinação de suas fraquezas e do bullying que sofrem. Suas vidas saem da rotina quando crianças e adolescentes começam a desaparecer e a polícia parece incapaz de encontrar qualquer pista. Na esperança de encontrar seu irmão Charlie, Billy se reúne com seus amigos para achar a fonte dos desaparecimentos e acaba encontrando uma maldição muito maior: o palhaço dançarino Pennywise.

A ambientação surpreende e é quase impossível não fazer comparações com o original, as cenas refeitas, os personagens e as piadas foram adaptadas com maestria para se encaixarem nos dias de hoje e lembrarem o passado na medida certa.

Quanto a parte assustadora, afinal estamos falando de uma obra-prima do medo, IT preenche bem a tela com sustos pontuais e com uma dose de suspense que te prende sem exageros, tornando possível que até os mais assustados consigam assistir até o fim sem fechar os olhos, ou pelo menos não muito.

O elenco se destaca com crianças que interpretam como gente grande, te conquistam e cativam em minutos de tela e fazem você gostar (ou odiar, no caso dos vilões) instantaneamente, como por exemplo, o já conhecido Finn Wolfhard (Stranger Things), que traz para o filme um humor ácido que só crianças conseguem ter de verdade. O humor ácido aplicado nos momentos certos foi um dos pontos fortes do filme e arrisco dizer que em certas partes atéultrapassa o terror.

Já nas cenas que contamos com a presença de Pennywise, ele aparece mais assustador do que nunca e os anos com certeza fizeram bem ao palhaço que agora pode contar com efeitos especiais e tecnologia para criar ainda melhor sua atmosfera de medo. Sem dúvida algumas cenas vão grudar na cabeça e muita gente vai dormir de luzes acesas.

Um filme que vem com a grande responsabilidade de reproduzir o medo sentido pelos fãs e trazer novos admiradores, IT tinha muitas chances de dar errado, mas veio apostando no seguro e com certeza vem para fazer rir, chorar e assustar as duas audiências.

Vale o cinema, o HD, a pipoca, o refrigerante e se duvidar ainda aposto que vale o retorno só pra curtir a reação dos amigos ao assistir.

Texto por Julia Arrais

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