Crítica – Dumbo

Um antigo clássico cheio de novos detalhes

Algumas das maiores expectativas de 2019 são os filmes que serão lançados pela Disney. Não apenas Vingadores e afins da Marvel, mas também live actions de filmes que fizeram parte da infância de todos nós. Iniciando essa onda de refilmagens de desenhos clássicos no formato live action, temos Dumbo.


No desenho original, Dumbo é um bebê elefante que nasceu com orelhas gigantes. Por conta disso, vira piada para todos os outros animais do circo no qual vivem e, em certo ponto, é separado de sua mãe. No decorrer do desenho, que possui aproximadamente 64 minutos, Dumbo tenta se reencontrar com sua mãe, enquanto vira amigo de alguns ratinhos que o ajudam a descobrir certas habilidades.

Nessa versão, dirigida por Tim Burton, a essência é basicamente a mesma. A diferença está nos detalhes de uma história mais rebuscada, tendo quase o dobro da duração do filme original.

A história gira em torno de Holt Ferrier, um artista circense que acaba de voltar da guerra, e seus dois filhos. Assim que volta ao circo, Holt descobre que estão com sérias dificuldades financeiras. A esperança do dono do circo, Max Medici, reside no fato de que em breve eles terão um bebê elefante e, com isso, atrairão o público. Porém, o bebê nasce com orelhas gigantes, coisa que é mal vista por todos inicialmente, e acaba sendo separado de sua mãe. Após os filhos de Holt descobrirem as habilidades de Dumbo, um rico empreendedor chamado Vandevere entra em cena, interessado no pequeno elefante.

Essas e outras mudanças em nada atrapalham o filme. A magia do clássico permanece, retratada de modo tão ou mais emocionante quanto no original, e com ainda mais elementos para encher os olhos. A interação entre os humanos e Dumbo ou outros animais é fluida e bem feita, sem causar estranheza.

As emoções do pequeno elefante são captadas de tal modo que emociona o público, especialmente na fatídica cena na qual ele é separado de sua mãe ou no desfecho do longa. O trabalho de cgi acaba sendo bem satisfatório.

O figurino e a fotografia, como marca registrada de Tim Burton, são um destaque à parte. Cenas que mesclam o colorido alegre com o bizarro, figurinos belíssimos que variam da extrema opulência à simplicidade, sem nunca perder o brilho.

Não dá para falar em figurinos incríveis sem falar em Colette. Cada visual é sustentado por Eva Green com maestria, com toda sua altivez e elegância sempre marcantes, roubando todas as cenas nas quais aparece.

Ao longo do desenvolvimento da história, é possível perceber os laços se criando entre os personagens, sem parecer forçado. Isso se deve ao fato de nomes fortíssimos no elenco, tais como Colin Farrell, Dany DeVito, Michael Keaton e a já citada anteriormente Eva Green. Cada um deles dá um toque especial aos seus personagens, assim como os atores mirins Nico Parker e Finley Hobbins.

Algo que alguns podem sentir falta é a presença do ratinho Timothy, amigo de Dumbo na versão clássica. O papel desempenhado por Timothy foi substituído pelos filhos de Holt, Milly e Joe, apesar de ter uma referência ao ratinho do original.

Dumbo é um live action único e cheio de boas surpresas, que promete divertir e emocionar de crianças a adultos, e também deixar o público ainda mais ansioso para Aladdin e O Rei Leão.

O longa estréia dia 28 de março nos cinemas.

Texto por Louise Minski

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